Já falamos por aqui sobre as Game Jams – eventos nos quais se desenvolvem jogos em pouquíssimo tempo – e os benefícios em se participar delas, mas você já conhece a Women Game Jam?

A Women Game Jam tem como foco o público feminino, transgênero e não binário, oferecendo um espaço seguro para que estes tenham contato com o processo de desenvolvimento de jogos, sejam incentivados como autores e ganhem visibilidade!

Trata-se de um evento internacional com cerca de 50 a 100 participantes por sede – sendo 9 delas no Brasil – as quais receberão apoio de uma equipe voluntária, unindo esforços para a criação de um game em 48 horas.

Em São Paulo, o evento será sediado pelo Goethe Institut e você já pode se inscrever para o pré-evento no dia 31 de agosto, bem como para a própria Jam, enquanto houver vagas!

Porto Alegre Segunda Edição

Imagem da Segunda Edição da Women Game Jam, sede de Porto Alegre

Conversamos rapidamente com a organizadora Renata Rapyo, da sede de São Paulo, a respeito da movimentação para a edição deste ano:

[OFICINA LÚDICA] Quais são suas expectativas para a WGJ deste ano com relação à edição do ano passado?

[Renata] Ano passado eu participei da Women Game Jam como jammer. Fui Game Designer e Producer de um jogo com algumas meninas do Girl Games, que eram de vários lugares da América Latina. No final do evento, a Nayara Brito, uma das fundadoras da WGJ me chamou para conversar e convidou para organizar a sede de São Paulo agora em 2019. Tanto eu quanto algumas outras organizadoras somos ex-jammers apaixonadas pela WGJ. Este ano a ideia é que o evento cresça bastante e consiga impactar a vida de muitas mulheres. Aqui no Brasil teremos vagas para a presença de 350 mulheres, e nos demais países da América Latina teremos vagas para outras 300! A 2ª Edição da WGJ abriu muitas portas para mim, não só pelo jogo incrível adicionado ao portfólio, como pela oportunidade de pessoas que conheci. Inclusive acredito que a WGJ tenha sido um dos fatores que me levou a ganhar uma bolsa para a Game Developers Conference (GDC) de 2019. Temos cinco meninas também que conseguiram empregos por conta do evento, a ideia é que esse número cresça cada vez mais.


[OFICINA LÚDICA] Neste ano a WGJ acontecerá também em outros países da América Latina. Como foi esse movimento e qual o impacto esperado na vida dessas mulheres?

[Renata] Esse movimento de expansão começou quando as meninas do Girl Games participaram da 2ª edição na sede de São Paulo e continuou em mesas redondas na GDC. Girl Games foi um evento de duas semanas, que juntou 13 meninas de diferentes países da América Latina para criar jogos que retratam a realidade das mulheres. O evento teve como uma de suas atividades a WGJ de São Paulo. Uma das participantes é a organizadora da sede de Lima, no Peru.

Na GDC participei de conversas sobre mulheres na indústria dos jogos e organizadores de comunidades indie, falando sobre a WGJ sempre que possível. Muitas pessoas ficaram empolgadas com a ideia e pediram para entrarmos em contato para a próxima edição. Na volta, continuei conversando com várias dessas pessoas e por meio delas, e dos voluntários de outras sedes, fui conhecendo pessoas de outros países que estavam dispostas a abraçar a ideia. Sinto que todo mundo queria fazer uma Game Jam para mulheres e a única coisa que faltava era que alguém desse esse pontapé inicial e colocasse tudo pra funcionar. Hoje em dia somos uma equipe de mais ou menos 30 pessoas, sendo 15 só aqui do Brasil. A ideia é que para a próxima edição mais países da América Latina se juntem a essa empreitada e depois países de outros continentes. Acredito que essa edição vá ter um efeito-em-onda bem forte e irá empoderar várias mulheres, além de empolgar voluntários para organizar as próximas. Porque é assim que crescemos entre as edições: criamos experiências memoráveis para as jammers e as inspiramos a participar com a gente dessa mudança.

Women Game Jam na América Latina

Se interessou e quer participar da Women Game Jam 2019? Seguem algumas informações:

Está fora da cidade de São Paulo? Também tem sede da Women Game Jam nos seguintes locais:

Agradecimentos à Cristiane Jade pelas informações e por estabelecer o contato!